Leia para uma criança
“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” Confúcio

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Era uma vez...

É um blog criado para a disciplina semestral de Tópicos Especiais de Literatura Infantojuvenil Brasileira, do curso de Letras, licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Seus objetivos são propiciar uma nova prática pedagógica, aproveitando os recursos disponibilizados pelo ciberespaço, e apresentar conteúdos pertinentes à literatura infantil e juvenil brasileiras para os interessados em geral e para os professores de letras e artes em particular. Prof. Dr. Marciano Lopes e Silva

(Source: leia-para-uma-crianca)

(Source: themountainlaurel)

(Source: hi-i-m-liliana-vieira)

deposito-de-tirinhas:

por Ricardo Siri Liniershttp://www.macanudo.com.ar/

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por Ricardo Siri Liniers
http://www.macanudo.com.ar/

Ônibus é brinquedo de criança

     Eu não entendo algumas pessoas que dizem que “ônibus é um lugar infernal”. Todo dia uma parcela enorme da população – seja adulta, pobre, classe média, universitária, jovem e etc. – precisa e utiliza deste meio de transporte para se locomover. Seja para o trabalho, para o shopping, para o lar e derivados. Mesmo que muitas vezes lotado, sujo e em precárias condições, ônibus pode por muitas vezes se tornar um local de aprendizado. Não, não me refiro a quem resolve “pregar” dentro dele; mas a quem ensina a viver sem querer. Ainda mais se esse alguém for uma criança.

     Um dia eu estava em algum ponto da Rua 84 esperando por um ônibus da linha 193. Eram plenas 16:00 horas. Sol de rachar. Eu, quieto no meu lugar, fiquei observando o comportamento de alguns no local: umas senhoras reclamando de não sei o quê, algumas mulheres falando de como tá difícil pegar ônibus todo dia e um grupo de domésticas discutindo os benefícios desse novo PEC. Até aí tudo muito bem, tudo muito lindo.

     De repente o sol ficou com vergonha e deu seu lugar no palco para algumas nuvens de cor cinza e mal humoradas. Começou a chover (daquela chuva de verão, nem forte e nem fraca, bastante imprevisível) e as mulheres se aglomeraram rapidamente no meio daquela proteção que todo ponto de ônibus tem. Continuando na espera, eis que desce de um ônibus uma mulher, cuja aparência lhe dava uns 60 anos de idade, com uma neném de colo. Ambas estavam protegidas por um guarda-chuva, mas todos sabemos que sua proteção não é integral. A chuva batia lateralmente no rosto da criança. Sai de meu lugar (esperava meu ônibus em pé, bem no meio), chamei pela mulher, disse: “Há um lugar ali no meio pra você. Pode ir.”. A bebê parou de brincar com o capuz da sua blusa de frio, a mulher sorriu e respondeu: “Ô, meu moço, muito obrigada.”. Eu gosto de quem é humilde. Humildade é um dom tão singelo e humano que é de um encanto magnífico.  Cedi meu lugar na “proteção” para a mulher e elas tiveram melhor guarida naquele ponto. Poucos minutos depois a chuva parou. E logo em seguida meu ônibus chegou.

     Subi no ônibus, entrei e a sorte me sorriu: havia um assento vazio. Sentei-me e comecei a olhar pela janela para prestar atenção no trajeto do ônibus. Sobe a 84, contorna a Praça do Cruzeiro e o ônibus parou. Olhei pra frente e nele tinha entrado uma mãe com uma criança por volta dos seus 6 anos. A mãe passou pela catraca e o menino passou por baixo. Fiquei curioso com aquela cena. Quero dizer, achei a atitude de uma inocência tão infantil e, na verdade, ela não é. Acho que grande parte das crianças que pegam ônibus são instruídas a passar por baixo da catraca pra não pagar o Sitpass. Mas o que me deu fé de novo na inocência infantil foi o motorista perguntar: “Você acha bonito passar por debaixo?”, e a criança respondeu: “Bonito eu não sei, mas que é legal é.”.

     Desci no meu ponto, fui dar aula, terminei, peguei o 023, desci na Praça Cívica e esperei pelo 258. Enquanto esperava, descem de outro ônibus duas mulheres com muitas sacolas e uma criança sem carregar nada. O menino ficou gritando: “Espera aí, moço! Ela já tá descendo!” enquanto a última mulher descia. Terminado, a criança disse: “Obrigado, moço!” e o motorista buzinou. Fiquei olhando pras mulheres e não entendia pra quê tanta sacola – ainda mais porque eram sacolas muito grandes –, mas não disse nada. Verificaram tudo, sentaram, e a criança ficou do lado, quietinha. Quando o ônibus que lhes interessava chegou, a criança foi direto na porta do motorista e disse: “Seu motorista, abre lá atrás, por favor! Minha mãe só vai deixar as sacolas dela e já vem pagar o senhor!”. As portas traseiras se abriram, as mulheres levaram as sacolas e o menino pra algum lugar, desceram, subiram na porta principal e pagaram. Nisso, a criança disse de novo: “Obrigado, moço!”.

     Andar de ônibus, apesar de por muitas vezes desconfortável, nunca mais me foi tão “infernal”. A gente ouve cada história em ônibus que é realmente curiosa de se ouvir. O povo no ônibus fala. Tem voz. Isso é muito interessante. Você ouvir os desabafos de uma, as fofocas de outra, o cotidiano dele, a vida dela. Não é ser “fuxiqueiro”; é por realmente não ter opção. No ônibus se ouve de MC Federado a histórias comoventes. Eu, agora, espero toda vez que for pegar algum ônibus nele haja uma criança. Afinal, é engraçado como elas – que tão pouco viveram – nos ensinam coisas muito além do que imaginávamos saber e de uma maneira muito feliz: brincando.

(Source: kurt-is-my-beautiful-boy)

Maluquices do H

O H é letra incrível,

muda tudo de repente.

Onde ele se intromete,

tudo fica diferente…

Se você vem pra cá,

vamos juntos tomar chá.

Se o sono aparece, 

tem um sonho e adormece.

Pedro Bandeira. Mais Respeito, eu Sou Criança! São Paulo: Moderna, 2009. p.58.

(Source: leia-para-uma-crianca)

Mais Respeito, eu Sou Criança
Prestem atenção no que eu digo,
pois eu não falo por mal:
os adultos que me perdoem,
mas ser criança é legal!

Vocês já esqueceram, eu sei.

Por isso ou vou lhes lembrar:
pra que ver por cima do muro,
se é mais gostoso escalar? 
Pra que perder tempo engordando, 
se é mais gostoso brincar?
Pra que fazer cara tão séria,
se é mais gostoso sonhar?

Se vocês olham pra gente, 
é chão que vêem por trás.
Pra nós, atrás de vocês,
Há o céu, há muito, muito mais!

Quando julgarem o que eu faço,
olhem seus próprios narizes:
lá no seu tempo de infância,
será que não foram felizes? 

Mas se tudo o que fizeram
já fugiu de sua lembrança,
fiquem sabendo o que eu quero:
mais respeito, eu sou criança!
Pedro Bandeira

(Source: leia-para-uma-crianca)

LOS GORIONCITOS - TIKTIKLIP

(Source: leia-para-uma-crianca)

…vê se entende: eu não te vejo há séculos, tô com saudades tuas, tô louco pra saber o que você tem feito…
— A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga

(Source: leia-para-uma-crianca)


Leituras

A leitura de bons livros te proporciona uma visão de mundo diferente daquela que você está habituado. Quem lê com entendimento, escreve melhor, se expressa adequadamente, articula com eficácia e desenvolve um senso crítico apurado. 

Claudio Amarante

Que nossos filhos não sejam desculpas
para nosso medo de enfrentar o mundo
nem para nossa voracidade,
a sede de poder,
ou o acúmulo de bens.

Que nossos filhos não sejam motivo
para permanecermos em casamentos sem amor
ou sem respeito mútuo,
pois essa culpa se tornará para eles
um peso impossível de carregar.

Que nossos filhos não sejam educados
como uma forma de realizar nossas frustrações
nem como porta-vozes de nossa omissão.

Não pretendamos que os filhos tragam a solução para a solidão,
porque ninguém pode assumir a solidão de outrem.
Que nossos filhos exerçam somente
a busca por iluminar suas próprias almas.
E que nós, pais,
sejamos apenas guardiões
dessas sementes desabrochando.

Roberto Shinyashiki; Pais e Filhos, Companheiros de Viagem (via equinociodeprimavera)


por Ricardo Siri Liniers
http://www.macanudo.com.ar/

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Emicida - Aos olhos de uma criança (trilha sonora de O Menino e o Mundo)

(Source: leia-para-uma-crianca)

livrosemdono:

… só mais uma página! 
Popularizar o livro e democratizar a leitura. 
Quem adere a ideia segue aqui livrosemdono.tumblr e curte lá facebook.com/livrosemdono

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